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1 Minuto de Micro — Roteiros para Reels/TikTok

24 roteiros de vídeo curto (60–90 segundos), um por capítulo. Cada vídeo segue a estrutura: hook (3 seg) → tensão (15 seg) → conceito (25 seg) → twist/aplicação (15 seg) → CTA (5 seg).

Formato: fala direta para câmera, com inserção de gráfico/equação em pós-produção. Tom: Freakonomics meets TikTok — curioso, preciso, sem enrolação.


Cap. 1 — Todos os Modelos Estão Errados

Hook: "O GPS do seu celular mente pra você. E é por isso que ele funciona."

Corpo: O Waze ignora cada padaria, cada árvore, cada formiga na calçada. Ele simplifica — e é por isso que chega lá. Um modelo econômico faz a mesma coisa: joga fora o que não importa pra revelar o que importa. George Box disse: "Todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis." O modelo de oferta e demanda ignora as emoções, a cor da embalagem, o humor do vendedor. Mas prevê corretamente que, quando o preço da gasolina sobe, a fila do etanol cresce. Simplificar não é defeito — é método.

Twist: O modelo perfeito — que inclui tudo — seria tão inútil quanto um mapa 1:1. Borges já sabia disso em 1946.

CTA: Link na bio: Capítulo 1, com gráficos interativos.


Cap. 2 — Manual de Sobrevivência Matemática

Hook: "Derivada, Lagrangeano, Kuhn-Tucker — parece assustador. Mas eu vou te mostrar que você já faz isso todo dia."

Corpo: Quando você decide se compensa pegar trânsito pra economizar R$ 20 na gasolina, está fazendo otimização. Quando percebe que um desconto de 10% no arroz não muda sua vida mas um desconto de 10% no aluguel muda, está sentindo derivadas parciais. A microeconomia inteira se resume a três passos: derive, iguale a zero, verifique a segunda ordem. Nem mais, nem menos. Como diria Monty Python: "Thou shalt count to three."

Twist: Se isso pareceu fácil: é o Capítulo 2 inteiro em 30 segundos. Se pareceu impossível: tem um autodiagnóstico no capítulo que te diz exatamente por onde começar.

CTA: Faça o autodiagnóstico: link na bio.


Cap. 3 — Mais É Melhor — Será?

Hook: "Netflix, Disney+ ou HBO Max? Você só pode assinar uma. Se prefere Netflix a Disney+, Disney+ a HBO... e HBO a Netflix — suas preferências estão quebradas."

Corpo: Isso se chama intransitividade, e a microeconomia precisa que você NÃO faça isso pra funcionar. Os axiomas de preferência — completude, transitividade, continuidade — são as regras mínimas de coerência. Se você as segue, existe uma função de utilidade que descreve seu comportamento. Se não segue... bem, a teoria quebra. Mas calma: Tversky mostrou que até ratos são transitivos na maioria das vezes. Você provavelmente também é.

Twist: A curva de indiferença é literalmente o mapa da sua felicidade. E no capítulo, você pode arrastá-la com o dedo.

CTA: Gráfico interativo: link na bio.


Cap. 4 — Você Quer Tudo. Mas Não Pode.

Hook: "Desejos: infinitos. Orçamento: R$ 300. Esse é o conflito central da microeconomia — e da vida adulta."

Corpo: O consumidor quer estar na curva de indiferença mais alta possível, mas a reta orçamentária não deixa. A solução é uma tangência — o ponto onde o preço relativo dos bens iguala a taxa marginal de substituição. Em português: você para de trocar cerveja por pizza exatamente quando a próxima pizza vale menos que a próxima cerveja. O multiplicador de Lagrange, o lambda, te diz quanto vale um real a mais no seu bolso. Não é abstrato — é o número que explica por que R$ 100 mudam a vida de quem ganha 1 salário mínimo e mal são percebidos por quem ganha 30.

Twist: Imposto sobre consumo ou imposto lump-sum? O lambda responde. E a resposta vai te surpreender.

CTA: Capítulo 4: link na bio.


Cap. 5 — Slutsky no Supermercado

Hook: "A gasolina subiu 20%. Você dirigiu menos. Mas por quê — porque ficou mais cara ou porque você ficou mais pobre?"

Corpo: São DUAS coisas ao mesmo tempo, e a Equação de Slutsky as separa. O efeito substituição: gasolina subiu, etanol ficou relativamente mais barato, você troca. Puro e racional. O efeito renda: gasolina subiu, seu poder de compra caiu, você compra menos de tudo. Junto, é a curva de demanda. Separado, é a anatomia da decisão. E sim, existe um cenário maluco onde o preço sobe e a demanda AUMENTA. Chama-se bem de Giffen — e foi encontrado na China, com arroz.

Twist: No capítulo, tem um gráfico interativo onde você arrasta o preço e VÊ os dois efeitos se separando em tempo real.

CTA: A decomposição mais satisfatória da micro: link na bio.


Cap. 6 — Substitutos, Complementos

Hook: "Por que a Coca-Cola no aeroporto custa R$ 12? Porque não tem Pão de Açúcar na sala de embarque."

Corpo: Sem substituto, o vendedor é rei. Mas instale uma máquina de água grátis do lado e veja o preço da Coca despencar. A relação entre bens — quem compete com quem — é a chave invisível dos preços. Gasolina e etanol? Substitutos. Churrasco e carvão? Complementos. Cerveja e amendoim? Depende — brutos ou líquidos. Sim, a resposta muda dependendo de como você controla o efeito renda. A Matriz de Slutsky sabe a resposta.

Twist: O CADE precisa saber se duas cervejas são substitutas próximas antes de aprovar uma fusão. A ferramenta? Elasticidade cruzada — este capítulo.

CTA: Link na bio.


Cap. 7 — O Preço do Talvez

Hook: "Você pagaria R$ 500 mil por uma chance de 50% de ganhar R$ 1 milhão? A maioria diz não. A matemática diz que é justo. Quem está certo?"

Corpo: A utilidade esperada de Von Neumann e Morgenstern resolve esse impasse. Se sua função de utilidade é côncava — e provavelmente é — você é avesso ao risco. Isso significa que prefere o certo ao incerto, mesmo quando o valor esperado é igual. O prêmio de risco é quanto você pagaria pra eliminar a incerteza. E é por isso que seguros existem: você paga mais do que o valor esperado da perda pra dormir tranquilo.

Twist: O Equity Premium Puzzle: ações rendem 6% a mais que títulos seguros. A aversão ao risco necessária pra explicar isso seria absurda. Décadas depois, ninguém resolveu completamente.

CTA: Gráficos de aversão ao risco: link na bio.


Cap. 8 — Nem Tão Racionais Assim

Hook: "Você SABE que deveria poupar. Você SABE que deveria parar de scrollar. Mas não para. Por quê?"

Corpo: O modelo padrão assume que se você planeja poupar amanhã, vai poupar amanhã. O modelo de Laibson diz: mentira. Seu beta — o parâmetro de viés do presente — é 0,7. Significa que o futuro, TODO ele, vale 30% menos do que o agora. Não importa se é amanhã ou daqui a um ano — o agora ganha. E as plataformas digitais sabem disso. O scroll infinito do TikTok é uma máquina que explora seu beta menor que 1. Cada vídeo é calibrado pra ser juuuust atraente o suficiente pra você ficar mais um minuto.

Twist: A melhor defesa? Nudges. Opt-out em vez de opt-in na previdência aumenta adesão de 49% para 86%. Sem mudar nada — só o default.

CTA: Desconto hiperbólico com gráfico interativo: link na bio.


Cap. 9 — Quando Sua Escolha Não É Só Sua

Hook: "A Ambev está decidindo quanto cobrar pela cerveja. Mas a Heineken está olhando. E ambas sabem que a outra está olhando."

Corpo: Bem-vindo à teoria dos jogos. John Nash provou em 1950 que todo jogo finito tem pelo menos um equilíbrio — um ponto onde ninguém quer mudar unilateralmente. O Dilema dos Prisioneiros mostra por que dois racionais cooperariam se pudessem, mas não conseguem. Cournot mostra por que oligopólios produzem mais que o monopólio mas menos que a concorrência perfeita. E Bertrand mostra que basta dois competidores pra o preço cair ao custo marginal — se eles competem em preço.

Twist: No capítulo, você joga o Dilema dos Prisioneiros ao vivo com colegas. E descobre que é mais difícil ser racional do que parece.

CTA: 4 módulos de jogos: link na bio.


Cap. 10 — Mais Mãos, Mais Máquinas

Hook: "Três padeiros, um forno. O primeiro faz 80 pães. O segundo adiciona 60. O terceiro? 30. O quarto fica olhando a massa crescer."

Corpo: Isso é rendimento marginal decrescente — a lei mais testada da microeconomia. Mais trabalhadores com capital fixo = cada um adiciona menos que o anterior. Mas se você DOBRA tudo — trabalhadores E fornos — o que acontece? Depende. Se o produto dobra: retornos constantes de escala. Se mais que dobra: retornos crescentes. Se menos: decrescentes. A elasticidade de substituição mede quão fácil é trocar braços por máquinas. Com sigma alto, automação é barata. Com sigma baixo, precisa de gente.

Twist: No capítulo, você FABRICA aviões de papel em sala e mede o produto marginal ao vivo. 20 minutos. Nenhum aluno esquece.

CTA: Atividade de sala: link na bio.


Cap. 11 — A Conta Sempre Chega

Hook: "Uma padaria em Pinheiros cobra R$ 35 por um pão. Absurdo ou justo? Farinha orgânica, 18h de fermentação, aluguel de R$ 25 mil..."

Corpo: Quando você soma tudo, o custo médio é surpreendentemente próximo de R$ 35. A diferença entre o pão artesanal e o francês de R$ 0,80 não é ganância — é estrutura de custos. Custo fixo: aluguel, forno. Custo variável: farinha, energia, mão de obra. O custo marginal — quanto custa MAIS UM pão — é o que decide se a firma produz ou fecha. Se o preço não cobre nem o custo variável médio, fecha. A envoltória de Viner mostra que no longo prazo, a firma escolhe o tamanho que minimiza o custo médio.

Twist: Jacob Viner descobriu a envoltória... corrigindo um ERRO do seu assistente gráfico. A ciência avança por tropeços.

CTA: Atividade "Custo do Sanduba": link na bio.


Cap. 12 — Lucro = Receita - Custo

Hook: "Por que existem empresas? Por que você não contrata um cozinheiro, um faxineiro e um motorista pelo mercado em vez de ir a um restaurante?"

Corpo: Ronald Coase respondeu em 1937: custos de transação. Coordenar via mercado é caro — negociar, monitorar, fazer contratos. A firma existe quando é mais barato coordenar internamente. E dentro da firma, a regra de ouro é: produza até onde a receita marginal iguale o custo marginal. Cada unidade a mais que cobre seu custo marginal é lucro. O Lema de Hotelling conecta a função lucro diretamente à oferta — derive o lucro em relação ao preço e sai a quantidade ofertada. Elegante.

Twist: O Dead Parrot de Monty Python é uma aula de custos de transação. O cliente volta à mesma pet shop porque trocar é mais caro que reclamar.

CTA: Link na bio.


Cap. 13 — O Leiloeiro que Ninguém Vê

Hook: "Ninguém manda no preço do tomate na feira. Nenhum feirante decide 'hoje vai ser R$ 8'. Mas o preço converge. Como?"

Corpo: A mão invisível é a metáfora mais famosa — e mais mal compreendida — da economia. O equilíbrio competitivo surge porque compradores e vendedores, cada um agindo por interesse próprio, geram um preço que iguala oferta e demanda. Ninguém planejou. O Primeiro Teorema do Bem-Estar diz que esse equilíbrio é eficiente — ninguém pode melhorar sem piorar alguém. Mas quando o governo fixa um preço abaixo do equilíbrio, surge escassez. Acima, excedente. E impostos? Quem realmente paga depende da elasticidade, não de quem assina o cheque.

Twist: No gráfico interativo, você arrasta o imposto e vê exatamente quem paga quanto.

CTA: Link na bio.


Cap. 14 — Equilíbrio Geral

Hook: "Puxe um fio de uma teia de aranha. O que acontece? A teia inteira vibra. É assim que funciona uma economia."

Corpo: Equilíbrio parcial analisa UM mercado, fingindo que o resto para. Equilíbrio geral tira essa ficção. O preço do milho afeta a soja, que afeta a ração, que afeta o frango. A Caixa de Edgeworth mostra todos os ganhos de troca entre duas pessoas num retângulo. O Primeiro Teorema do Bem-Estar diz: o mercado competitivo chega à eficiência. O Segundo diz: qualquer alocação eficiente pode ser atingida por mercados competitivos — desde que redistribuamos as dotações iniciais. Arrow e Debreu provaram que o equilíbrio existe usando o Teorema do Ponto Fixo de Brouwer.

Twist: No capítulo, os alunos fazem a Caixa de Edgeworth ao vivo, negociando fichas em sala.

CTA: Link na bio.


Cap. 15 — Sozinho, Feliz e Cobrando Caro

Hook: "Se só TEM UM vendedor e você PRECISA comprar, quem define o preço? Spoiler: não é você."

Corpo: O monopolista enfrenta toda a curva de demanda. Ele maximiza lucro onde RMg = CMg — e cobra mais que o competitivo. O Índice de Lerner mede o poder de mercado: L = (P-CMg)/P = 1/|elasticidade|. Quanto mais inelástica a demanda, mais o monopolista espreme. E discriminação de preços? Primeiro grau: cobra de cada um o máximo que aceita. Terceiro grau: preços diferentes por grupo (cinema meia-entrada). A Netflix cobra mais nos EUA que no Brasil. Não é caridade — é maximização de lucro.

Twist: No capítulo, alunos vivem 3 rodadas: preço único → discriminação → regulação. E descobrem que regular pode melhorar ou piorar.

CTA: Atividade de sala: link na bio.


Cap. 16 — Poucos, e Isso Muda Tudo

Hook: "Ambev e Heineken. Uber e 99. Samsung e Apple. Quando são poucos, cada movimento é xadrez."

Corpo: Oligopólio é o meio-termo onde vive a maioria dos mercados reais. Cournot: firmas escolhem quantidade, preço surge do mercado. Bertrand: firmas escolhem preço, consumidor vai no mais barato. Mesmas firmas, resultados completamente diferentes. Bertrand com 2 firmas já gera preço = custo marginal. Cournot precisa de muitas. A colusão é tentadora — formar cartel — mas instável: todo participante quer trair. É o Dilema dos Prisioneiros empresarial.

Twist: "Nobody expects the Spanish Inquisition!" — e ninguém espera que mudar de preço pra quantidade mude completamente o resultado. Bertrand vs. Cournot é a variável de decisão que ninguém esperava.

CTA: Torneio de oligopólio em sala: link na bio.


Cap. 17 — O Salário Subiu e Você... Trabalhou Menos?

Hook: "Se seu salário dobrasse amanhã, você trabalharia mais ou menos? Pense bem antes de responder."

Corpo: A resposta é: depende. Se o efeito substituição domina — trabalhar paga melhor, lazer fica mais caro — você trabalha mais. Mas se o efeito renda domina — você já ganha o suficiente, quer mais tempo livre — trabalha menos. É a curva backward-bending. Acima de certo salário, mais dinheiro compra mais lazer, não mais trabalho. E no monopsônio — quando só tem um empregador na cidade — o salário mínimo pode AUMENTAR o emprego. Card e Krueger mostraram isso em 1994. Sim, sobe o salário e sobe o emprego. A estrutura de mercado explica tudo.

Twist: No capítulo, alunos simulam 3 mercados de trabalho: competitivo, monopsônio, e monopsônio com salário mínimo. A surpresa é pedagógica e empiricamente fundamentada.

CTA: Link na bio.


Cap. 18 — A Paciência Tem Preço

Hook: "Em 1999, a Selic bateu 45% ao ano. Em 2020, tocou 2%. Entre esses dois números, gerações inteiras decidiram se iam comprar casa ou alugar."

Corpo: A taxa de juros é o preço do tempo. Fisher formalizou: o consumidor troca consumo presente por futuro dependendo da taxa. Se a Selic é 45%, esperar um ano rende muito — e poupar faz sentido. Se é 2%, o custo de consumir agora é quase zero. O VPL — valor presente líquido — desconta fluxos futuros a uma taxa e responde: esse investimento vale a pena? É a ferramenta mais usada em finanças, e ela cabe numa equação. Confundir juro nominal com real é como contar até cinco quando deveria ser três — como diria a Holy Hand Grenade.

Twist: Bitcoin não tem fluxo de caixa pra descontar. Então quanto vale? Essa é a pergunta de um trilhão de dólares. Literalmente.

CTA: Gráfico interativo VPL/TIR: link na bio.


Cap. 19 — Quando Um Lado Sabe Mais

Hook: "O vendedor de carro usado sabe que o motor faz um barulho estranho. Você não. Isso é informação assimétrica — e pode destruir mercados inteiros."

Corpo: Akerlof mostrou em 1970 que se compradores não distinguem carros bons de ruins, oferecem um preço médio. Vendedores de carros bons saem do mercado — não aceitam preço de lemon. Sobram só os ruins. É o market for lemons — e explica por que garantias e reputação existem. Risco moral: o seguro incentiva o descuido. Seleção adversa: quem mais quer seguro é quem mais precisa. Sinalização: o diploma não ensina — SINALIZA que você é produtivo. Spence ganhou o Nobel por isso.

Twist: O Dead Parrot de Monty Python é informação assimétrica pura. O vendedor SABE que o papagaio está morto. O comprador descobre da pior forma.

CTA: Mercado de Limões ao vivo: link na bio.


Cap. 20 — Fumaça, Caronas e Tragédias

Hook: "Seu vizinho cria galos. O canto às 5h derruba o preço do seu apartamento. Ele não paga nada por isso. Isso é externalidade."

Corpo: Quando sua ação afeta outros SEM passar pelo mercado, o preço está errado. Poluição? A fábrica não paga o custo do ar sujo. Vacinação? Você protege os outros sem cobrar. Pigou disse: taxe a externalidade negativa, subsidie a positiva. Coase disse: se negociar é grátis, o mercado resolve sozinho. Na prática, negociar nunca é grátis — por isso temos impostos sobre carbono e cap-and-trade. Bens públicos? Ninguém quer pagar, todo mundo quer usar. O free-rider é o vilão mais racional da economia.

Twist: "What have the Romans ever done for us?" — aquedutos, estradas, saneamento... A cena de Monty Python é a melhor análise custo-benefício de bens públicos já filmada.

CTA: Jogo de bens públicos em sala: link na bio.


Cap. 21 — Se É De Graça, O Produto É Você

Hook: "Google, Instagram, WhatsApp — nenhum cobra um centavo. Generosidade? Não. Eles vendem uma coisa: a sua atenção."

Corpo: Plataformas digitais são mercados bilaterais: conectam usuários e anunciantes. O preço de um lado depende do tamanho do outro — é efeito de rede cruzado. O WhatsApp é útil PORQUE todo mundo usa. O iFood cobra do restaurante, não de você — subsídio cruzado. Winner-take-all: quando efeitos de rede são fortes, só sobra um rei. E seu scroll infinito? É design aditivo explorando seu beta < 1 — o desconto hiperbólico do Capítulo 8. A plataforma AMPLIFICA o viés pelo presente que já está em você.

Twist: Regular plataformas exige entender economia comportamental E poder de mercado ao mesmo tempo. Nenhum dos dois basta sozinho.

CTA: Box Transversal "Quando o Viés é o Produto": link na bio.


Cap. 22 — RCTs, Diff-in-Diff

Hook: "Como saber se o salário mínimo causa desemprego — e não o contrário? A resposta mudou a economia."

Corpo: Correlação NÃO é causalidade. Mas experimentos são. Vernon Smith criou mercados em laboratório com dinheiro real e mostrou que a teoria funciona — Nobel 2002. Banerjee e Duflo levaram a randomização pro campo — Nobel 2019. Card e Angrist exploraram experimentos naturais — Nobel 2021. O diff-in-diff compara mudanças no tempo entre tratados e controle. Se o salário mínimo subiu em NJ mas não em PA, compare os dois. Card e Krueger fizeram isso e o emprego NÃO caiu. A revolução da credibilidade transformou a economia de ciência observacional em ciência experimental.

Twist: No capítulo, os alunos fazem um leilão de dupla à la Vernon Smith — e veem o equilíbrio convergir em 5 rodadas.

CTA: Mini-Lab DiD com código Python: link na bio.


Cap. 23 — Doutor, Quanto Custa?

Hook: "Uma aspirina custa centavos na farmácia. Num hospital americano? 25 dólares. Kenneth Arrow sabia que isso ia acontecer — em 1963."

Corpo: O mercado de saúde é fundamentalmente diferente. Incerteza radical: você não sabe quando vai ficar doente. Assimetria de informação: o médico sabe mais que você. Externalidades: sua vacinação protege os outros. E o modelo de Grossman trata saúde como capital durável — você investe em saúde como investe numa máquina. Seleção adversa em seguros de saúde gera a espiral da morte: o prêmio sobe, os saudáveis saem, o prêmio sobe mais. É por isso que muitos países têm seguro obrigatório.

Twist: No capítulo, alunos simulam a espiral da morte ao vivo — e veem o mercado colapsar em 3 rodadas.

CTA: Link na bio.


Cap. 24 — Quanto Vale Um Pôr do Sol?

Hook: "Quanto vale a Amazônia em pé? Se sua resposta é 'não tem preço' — você acaba de garantir que ela será destruída."

Corpo: Se não tem preço, não entra na análise custo-benefício. E se não entra, perde para o boi e a soja — que TÊM preço. A economia ambiental precifica o que o mercado ignora. Imposto pigouviano: taxa a poluição no custo social. Cap-and-trade: cria um mercado de permissões. EU ETS fez o preço do carbono na Europa chegar a 100 euros/tonelada. Nordhaus e Stern discordam sobre a taxa de desconto — 1,4% ou 0,1%? A diferença é entre "agir agora custa caro" e "não agir agora custa catástrofe." Uma vírgula que muda o planeta.

Twist: "Bring me a shrubbery!" — os Cavaleiros Ni são monopsonistas de bens ambientais. Demanda inelástica, sem substituto. A natureza cobra caro — mas só quando é tarde demais.

CTA: Simulação de cap-and-trade em sala: link na bio.