TF Os preços relativos P_Y/P_X livres de mercado dos bens Y e X refletem as taxas às quais a sociedade está disposta a sacrificar o bem Y em troca de uma unidade marginal de X. true TF No curto prazo, um fator de produção é fixo apenas por razões tecnológicas, nunca porque seja simplesmente mais barato mantê-lo fixo do que ajustá-lo às novas condições de mercado. false TF Na ausência de externalidades marginais, os custos marginais privados podem ser interpretados como o valor que a sociedade atribui aos recursos deslocados da economia para a produção da unidade marginal. true TF Num mercado competitivo, com custos marginais constantes e capacidade máxima limitada, se a demanda agregada é grande o suficiente para fazer a firma atingir sua capacidade máxima, então o preço de equilíbrio é o custo marginal da última unidade acrescido do preço-sombra da capacidade máxima. true TF Suponha que o preço de um bem X cai marginalmente de P_0 para P_1. Ao se defrontar com o preço marginalmente mais baixo, o consumidor realiza uma economia de gastos relativamente à quantidade que usualmente comprava ao preço inicial. Se ele usa uma parte dessa economia para comprar mais unidades desse bem X, mas aproveita outra parte dela para comprar outros bens, então, para esse consumidor, a demanda pelo bem X é preço-elástica. false TF No centro urbano de uma grande cidade não se permite, por razões arquitetônicas e políticas, a expansão da quantidade de imóveis residenciais. Considere a seguinte afirmação: "O aluguel de mercado do imóvel não é um pagamento para produção de imóveis (primeiro ponto); mas é um pagamento para obter o uso do imóvel (segundo ponto)". Pode-se afirmar que, do primeiro ponto de vista, o aluguel é uma renda pura e, do segundo ponto de vista, é um custo. true TF A decisão de manter alguma capacidade ociosa nunca é uma decisão racional viável da empresa para lidar com a incerteza quanto a variações aleatórias de demanda. false TF O preço-sombra da capacidade de produção máxima que a firma acrescenta ao custo marginal é uma medida monetária do valor que o mercado, na figura dos demandantes, está disposto a pagar pela expansão da capacidade máxima em uma unidade marginal. true TF Algumas empresas anunciam que seus produtos são mais baratos que os dos concorrentes porque elas compram diretamente dos fornecedores, eliminando integralmente o papel dos intermediários. Esse tipo de propaganda pressupõe que a intermediação é sem custos. false TF Custos quase-fixos não desaparecem no longo prazo. true TF A soma das derivadas parciais de f no ponto (2,2) é igual a 32. false TF Em um ponto crítico (x_0, y_0) de f temos que f(x_0, y_0) = 0. true TF As derivadas parciais de primeira ordem de f são também funções homogêneas de grau 4. false TF As identidades x f_{xx}(x,y) + y f_{yx}(x,y) = 3f_x(x,y) e x f_{xy}(x,y) + y f_{yy}(x,y) = 3f_y(x,y) são válidas para todo ponto (x,y) \in \mathbb{R}^2. true TF Se p = (x_0, y_0) e o gradiente de f em p são ortogonais, então f(p) = 0. true TF Podemos garantir que a restrição g(x,y) \leq a é inativa para a solução do problema acima, para quaisquer valores estritamente positivos de a, \alpha e \beta. false TF Podemos garantir que a restrição x \geq 0 é inativa para a solução do problema acima, para quaisquer valores estritamente positivos de a, \alpha e \beta. true TF Se g(x,y) = 2x + y, então a solução é (x^, y^) = \left(\frac{a}{4}, \frac{a}{2}\right). true TF Se g(x,y) = 2x + y, então \frac{d}{da} f(x^(a), y^(a)) = \frac{a}{8}. false TF Se a solução do problema satisfizer g(x^, y^) - a = 0, então os gradientes de f e de g em (x^, y^) são perpendiculares. false TF A matriz Hessiana da função f em qualquer ponto \mathbf{x} \in \mathbb{R}^2 é negativa definida. false TF Quaisquer que sejam os valores de a e b, se o gradiente \nabla f(x_1^, x_2^) = (0,0), então (x_1^, x_2^) resolve o problema P. false TF Quando a = b = 0, o problema P não tem solução. false TF Quando a > 0 e b = 0, qualquer solução (x_1^, x_2^) do problema P satisfaz x_2^ = 2x_1^. true TF Quando a = b = 1, em qualquer solução (x_1^, x_2^) do problema P, o gradiente satisfaz \nabla f(x_1^, x_2^) \neq (0,0). true TF Sendo U(x, y) a função de utilidade em dois bens x e y, U(x, y) = \ln x \cdot \ln y representa uma função de utilidade quase-linear. false TF Podemos sempre extrair a transformação monotônica da função de utilidade do tipo Cobb-Douglas. true TF Uma função de utilidade do tipo U(x, y) = (x + y)^{0,5} implica que x e y são bens substitutos perfeitos. true TF Uma função de utilidade do tipo U(x, y) = x + y implica que x e y são bens complementares perfeitos. false TF f(U) = U^2 é uma transformação monotônica apenas para U positivo. true TF A taxa marginal de substituição deste consumidor é X/Y. true TF A cesta (X = 2, Y = 1) e a cesta (X = 1, Y = 2) se encontram sobre a mesma curva de indiferença. true TF As curvas de indiferença do consumidor são estritamente convexas entre as cestas (X = 2, Y = 1) e (X = 1, Y = 2). false TF X e Y são substitutos perfeitos. false TF O bem Y é um mal. false TF Todos os tipos de preferências podem ser representados pela função de utilidade. false TF Sejam dois bens, X e Y. A uma função de utilidade dada por U(X, Y) = XY corresponde uma curva de indiferença típica dada por Y = cX, em que c é uma constante. false TF Se dois bens (A e B) forem substitutos perfeitos, pode-se, em geral, representar sua função de utilidade na forma U(A, B) = c_1 A + c_2 B, em que c_1 e c_2 são constantes positivas. true TF A inclinação de uma curva de indiferença típica da função de utilidade U(A, B) = c_1 A + c_2 B, em que c_1 e c_2 são constantes positivas, é -c_1/c_2. true TF A transformação monotônica de uma função de utilidade não altera a taxa marginal de substituição (TMS), porque a TMS é medida ao longo de uma curva de indiferença, e a utilidade permanece constante ao longo da curva de indiferença. true TF Se U(X, Y) = \sqrt{X} + \sqrt{Y}, então a elasticidade de substituição é igual a 2. true TF Se U(X, Y) é uma função de utilidade diferenciável homogênea de grau k, com U(X, Y) \neq 0, e se \eta_X(X, Y) e \eta_Y(X, Y) denotam a elasticidade de U relativamente a X e Y, respectivamente, então \eta_X(X, Y) + \eta_Y(X, Y) = k. true TF Considere o conjunto X = \bigcup_{n=1}^{\infty}\{1 - 1/n\} e defina \succsim sobre X por: x \succsim y se, e somente se, \lvert x - 1/2 \rvert \geq \lvert y - 1/2 \rvert. Então \succsim é contínua. false TF Considere o conjunto X = [0,2] \times [0,2] e defina \succsim sobre X por: (x,y) \succsim (z,w) se, e somente se, \lVert (x,y) - (1,1) \rVert \geq \lVert (z,w) - (1,1) \rVert. Então (0,0) é um elemento maximal. true TF A ordem lexicográfica é contínua. false TF Como a demanda pelo bem x não depende do preço y, aumentos deste último não afetarão a demanda por x, mesmo com a renda gasta integralmente com os dois bens. true TF Quando os preços dos dois bens forem \2 e a renda igual a \4, a função utilidade indireta assume o valor V(p_x, p_y, R) = 1. true TF O exercício de minimização do gasto \min\; xp_x + yp_y, sujeito a U = \sqrt{xy}, resulta em uma função demanda compensada ou hicksiana pelo bem x dada por h_x(p_x, p_y, U) = \sqrt{p_x/p_y} \cdot U. false TF A função gasto resultante do item anterior será e(p_x, p_y, U) = 2U\sqrt{p_x p_y}, expressão que indica que preços maiores e utilidade maiores requerem gasto maior. true TF Em relação à Equação de Slutsky, o efeito substituição (ES) será equivalente a ES = \frac{\partial h_x}{\partial p_x} = -\frac{1}{4}\frac{R}{p_x^2}. false TF x(\mathbf{p}, r) = h(\mathbf{p}, v(\mathbf{p}, r)). true TF e(\mathbf{p}, v(\mathbf{p}, r)) = r. true TF Seja U(x_1, \ldots, x_n) = \min\{x_1/a_1, \ldots, x_n/a_n\}, com a_1, \ldots, a_n > 0, uma utilidade Leontief. Então e(\mathbf{p}, \bar{u}) = (a_1 p_1 + \cdots + a_n p_n)/\bar{u}. false TF Se vale o princípio da valoração marginal decrescente, então a função dispêndio e(\mathbf{p}, \bar{u}) é estritamente convexa nos preços. false TF A matriz S = [s_{ij}]_{n \times n}, definida como o jacobiano de \mathbf{h}(\mathbf{p}, \bar{u}) relativamente aos preços, isto é, s_{ij} = \partial h_i / \partial p_j, para i, j = 1, \ldots, n, é antissimétrica, semidefinida negativa e satisfaz S\mathbf{p} = \mathbf{0}_n. false TF Se a utilidade U(X, Y) é quase-côncava sobre \mathbb{R}^2, então o conjunto S(X_0, Y_0) = \{(X, Y) \in \mathbb{R}^2 : U(X, Y) \geq U(X_0, Y_0)\} é convexo. true TF Se U(X, Y) = f(X) + Y é uma função de utilidade quase-linear, então o bem Y serve como numerário. true TF Se as preferências do consumidor sobre o conjunto X = \{a, b, c, d\} de alternativas são totais (ou completas), então necessariamente existe uma alternativa maximal. true TF Se U(X, Y) = \min\{aX, bY\}, com a, b > 0 constantes, então a Demanda Hicksiana (ou compensada) não depende dos preços de X e Y. true TF Seja U(X, Y) = X^a Y^{1-a}, com 0 < a < 1, uma Utilidade Cobb-Douglas. Então a elasticidade-preço cruzada da Demanda Marshalliana é positiva. false TF Se um bem é normal, então ele não pode ser um bem de Giffen. true TF Se um bem é de Giffen, então ele deve ser um bem inferior. true TF Suponha que existam apenas dois bens, cujas demandas são denotadas por x e y. Se x apresenta elasticidade-renda unitária e o consumidor gasta uma fração positiva de sua renda em cada bem, então y também apresenta elasticidade-renda unitária. false TF Suponha que existam apenas dois bens, 1 e 2. Suponha ainda que o bem 1 é um bem comum e que sua demanda é elástica relativamente ao seu próprio preço. Se o bem 1 é um complementar bruto do bem 2, então o bem 1 é um bem normal necessário. false TF Suponha que existam apenas dois bens, 1 e 2. Suponha ainda que o consumidor gasta metade de sua renda em cada bem e que o bem 1 é um bem normal de luxo, com elasticidade-renda estritamente maior que 2. Então o bem 2 deve ser um bem inferior. true TF Na situação inicial o consumidor alcança utilidade U = 3. false TF No segundo momento a cesta consumida será (x,y) = (1,3). false TF A variação compensadora (VC) é igual a vinte e cinco centavos, que devem ser dados ao consumidor após a mudança no preço. false TF A variação equivalente (VE) requer que se tire dinheiro do consumidor antes da variação no preço para que, neste caso, a utilidade se reduza em meia unidade. true TF Neste caso, as variações compensadora e equivalente são iguais ao excedente do consumidor. true TF A demanda marshalliana inicial é (X_0, Y_0) = (32, 288). true TF Dada a mudança de preço, a renda necessária para o indivíduo manter o nível de utilidade anterior é \$768. true TF O efeito-preço de Slutsky (sobre o bem X) decorrente da mudança de preço é EP = -16, ou seja, uma redução de 16 unidades no consumo de X. false TF O efeito-substituição de Slutsky (sobre o bem X) é ES = -6, ou seja, uma redução de 6 unidades no consumo de X. false TF O efeito-preço puro (sobre o bem X) é EP_{\text{puro}} = -7, ou seja, uma redução de 7 unidades no consumo de X. true TF Se as preferências do indivíduo estão representadas pela função utilidade U(x,y) = 2x + y e os preços dos bens são p_x = p_y = 2, então uma redução de p_x para p_x = 1 resulta num Efeito Substituição igual a zero. true TF Se dois bens x e y são complementares perfeitos e o preço do bem x decresce, então o Efeito Renda é zero e o Efeito Total se iguala ao Efeito Substituição. false TF A negatividade do Efeito Substituição decorre diretamente do Axioma Forte da Preferência Revelada. false TF No caso de preferências do tipo Cobb-Douglas, a Elasticidade-Preço Cruzada da demanda por bens é nula, enquanto a Elasticidade-Preço da demanda por cada um deles é unitária (em módulo). true TF Nas funções demandas geradas a partir de uma função utilidade do tipo U(X,Y) = X^2 + Y^2 as demandas individuais por cada bem são independentes do preço do outro. false TF Para qualquer consumidor, no espectro de preços considerado, o bem é comum. true TF Em t=0, se o valor que a sociedade atribui aos recursos deslocados da economia para a produção desse bem é de \$10, então o excedente social é nulo. true TF Em t=1, o valor que a sociedade atribui aos recursos deslocados da economia para a produção desse bem cai de \10 para \9. Então a quantidade de equilíbrio em t=1 é de Q = 11.000 unidades. false TF Em t=2, o valor que a sociedade atribui aos recursos deslocados da economia para a produção desse bem cai para \8. Então o excedente social é de \31.000. true TF Um economista coletou os dados de quantidade demandada agregada e de preços nos períodos t=0 e t=1, a saber, preço de \10 em t=0 e de \9 em t=1. Para obter os dados de demanda agregada, o economista entrevistou cada um dos demandantes que foi ao mercado em t=0 e em t=1, sendo que nenhum demandante mentiu ao ser perguntado sobre a quantidade que estava demandando ao preço do período. O economista, porém, negligenciou o fato de que os tempos de consumo dos demandantes eram diferentes. Então esse economista concluiu que o bem é de Giffen. true TF A elasticidade-preço será unitária quando a quantidade de tulipas vendida for de 1.800 unidades. true TF A elasticidade-preço da demanda por chope será -\infty ao preço de \$200. false TF Para preços entre \180 e \90, a demanda é elástica. true TF A elasticidade-preço da demanda é nula para uma quantidade de 4.000 tulipas. false TF Como chope e batata frita são bens complementares, a elasticidade-preço cruzada da demanda entre eles no bar é menor do que zero. true TF Como a função utilidade é convexa em relação à origem, o consumidor é avesso ao risco. false TF A utilidade esperada da loteria é igual a trinta e dois. true TF A utilidade do valor esperado dessa loteria é superior à utilidade esperada da loteria. false TF O equivalente certeza é igual a 2,5. false TF O coeficiente absoluto de aversão ao risco é constante. false TF Suponha que um indivíduo tem utilidade Von Neumann-Morgenstern U(W) = \ln(W+1). Então sua medida relativa de aversão ao risco de Pratt R(W) satisfaz \lim_{W \to \infty} R(W) = 1. true TF Considere um indivíduo avesso ao risco, com utilidade Von Neumann-Morgenstern e que investe em um ativo arriscado. Se o rendimento do ativo arriscado é taxado, então o consumidor tem um incentivo para investir menos nesse ativo. false TF Suponha que o \beta de um ativo é igual a 1,25, que o retorno de mercado é de 10,5% e que o retorno do ativo sem risco é de 4,5%. O valor esperado do ativo é de \56. Então, de acordo com o Modelo CAPM, o preço que esse ativo deveria ser vendido hoje é de \50. true TF Considere o Modelo Média-Variância e um indivíduo avesso ao risco. Suponha que o retorno de mercado é de 11%, que o retorno do ativo sem risco é de 5% e que a variância do ativo arriscado é de 25%. Então o preço do risco é p = 0{,}24. true TF Suponha que um indivíduo tem utilidade Von Neumann-Morgenstern e é neutro ao risco. Se sua riqueza é aleatória, então a utilidade esperada da riqueza é maior que a utilidade da riqueza esperada. false TF O valor esperado do retorno da aposta é \$15. false TF Trata-se de uma aposta justa. false TF Uma aposta justa não possui risco. false TF Se o custo da aposta fosse de \$12,50, um indivíduo com aversão ao risco aceitaria jogar. false TF Uma função de utilidade estritamente côncava é associada a um comportamento de aversão ao risco. true TF Na Teoria do Prospecto, os agentes avaliam resultados como ganhos ou perdas relativos a um ponto de referência, e não em termos de riqueza final — o que implica que dois indivíduos com a mesma riqueza total podem tomar decisões diferentes dependendo de suas trajetórias prévias. true TF A aversão à perda e a aversão ao risco são conceitos equivalentes: ambas decorrem da concavidade da função de utilidade sobre a riqueza. false TF A função valor da Teoria do Prospecto é côncava para ganhos e convexa para perdas, o que implica que os agentes são avessos ao risco no domínio dos ganhos e propensos ao risco no domínio das perdas. true TF A função de ponderação de probabilidades w(p) na Teoria do Prospecto é linear, preservando a propriedade de que uma probabilidade de 10% recebe exatamente um décimo do peso de um evento certo. false TF Considere a função valor paramétrica v(x) = x^{\alpha} para x \geq 0 e v(x) = -\lambda(-x)^{\beta} para x < 0, com \alpha = \beta = 0{,}88 e \lambda = 2{,}25. Se um agente enfrenta uma aposta simétrica de 50% de ganhar R\ 100 e 50% de perder R\ 100, o valor subjetivo esperado dessa aposta (usando probabilidades não distorcidas) é negativo. true TF A ancoragem é o viés pelo qual um valor inicial — mesmo que arbitrário e irrelevante para a decisão — influencia sistematicamente a estimativa final, como demonstrado no experimento da roda da fortuna de Tversky e Kahneman (1974). true TF O efeito framing viola o axioma da invariância das preferências: no experimento das "doenças asiáticas" de Tversky e Kahneman (1981), a maioria dos participantes escolheu a opção certa (avessa ao risco) quando o problema foi enquadrado em termos de vidas salvas, mas escolheu a opção arriscada quando o mesmo problema foi enquadrado em termos de mortes. true TF O viés do status quo e o efeito dotação são fenômenos independentes da aversão à perda: eles decorrem exclusivamente de custos de transação e assimetrias de informação, não de propriedades da função valor. false TF A contabilidade mental implica que os agentes tratam o dinheiro como perfeitamente fungível, avaliando cada decisão financeira em relação ao orçamento total, conforme prevê a teoria neoclássica. false TF No contexto de negociações, a ancoragem implica que quem faz a primeira oferta pode capturar uma parcela maior do excedente — não porque a oferta inicial seja mais informativa, mas porque serve de âncora para o processo de ajuste subsequente das partes. true TF No modelo de desconto exponencial (Samuelson 1937), a taxa de desconto entre dois períodos consecutivos é constante, o que garante a consistência temporal: se um agente prefere a opção A à B quando ambas estão no futuro distante, essa preferência se mantém quando o momento da decisão se aproxima. true TF No modelo de desconto quasi-hiperbólico (\beta, \delta), com \beta = 0{,}70 e \delta = 0{,}95, o fator de desconto entre t = 0 e t = 1 é \beta\delta = 0{,}665, enquanto o fator de desconto entre t = 5 e t = 6 é \delta = 0{,}95. Essa assimetria gera o viés do presente. true TF Um agente com desconto quasi-hiperbólico (\beta = 0{,}70,\; \delta = 0{,}95) e utilidade linear avalia, em t = 0, um pagamento de R\ 1.000 em t = 1 como equivalente a um pagamento de aproximadamente R\ 665 hoje. Contudo, ao avaliar em t = 0 dois pagamentos futuros — R\ 1.000 em t = 10 e R\ 1.000 em t = 11 —, a razão dos valores presentes é \delta = 0{,}95, idêntica à do desconto exponencial. true TF A distinção entre agentes sofisticados e ingênuos é irrelevante para o desenho de políticas públicas, pois nudges como a adesão automática (opt-out) só são eficazes para agentes sofisticados que reconhecem seu viés do presente. false TF A demanda por mecanismos de compromisso — como planos de previdência com penalidade por resgate antecipado ou o programa Save More Tomorrow — é racional no contexto do modelo quasi-hiperbólico, pois o agente sofisticado reconhece que seu "eu futuro" terá viés do presente e busca restringir seu comportamento futuro. true TF A ordem em que estratégias fracamente dominadas são eliminadas é relevante, pois pode afetar o conjunto das estratégias sobreviventes. true TF No jogo abaixo, T, M, B são estratégias de J1 e E, C, D de J2. As estratégias racionalizáveis são T, M, E. false TF No equilíbrio de Nash em mistas do jogo abaixo, J1 joga T com probabilidade 1/3 e B com 2/3, J2 joga E com 2/3 e D com 1/3. true TF No jogo abaixo existe um único equilíbrio de Nash em puras. false TF Todo jogo na forma normal possui um equilíbrio de Nash em estratégias mistas. false TF Em um Duopólio de Cournot com c_1(q_1) = q_1^2/2, c_2(q_2) = q_2^2 e P(Q) = 11 - Q, o equilíbrio é (q_1^, q_2^; P^*) = (3, 2; 6). true TF Ao comparar oligopolização pelo Índice de Lerner, a indústria mais oligopolizada tem necessariamente maior HHI. false TF No equilíbrio de Stackelberg, a seguidora lucra mais que em Cournot. false TF No equilíbrio de Stackelberg, a isoprofit da líder tangencia a curva de reação da seguidora. true TF Duopólio de Bertrand repetido infinitamente: se competir dá lucro 0, cartel dá 40 cada, desviar dá 200, então a menor taxa de desconto para sustentar o cartel com GRIM é \delta = 0{,}25. false TF Trata-se de um jogo de informação imperfeita. true TF Há dois equilíbrios de Nash. true TF Os dois caçadores possuem estratégias fracamente dominantes. false TF Se x = 0, o equilíbrio misto prescreve Cervo com probabilidade 1/3. true TF Se x \to 1, o equilíbrio misto converge para o EN Pareto-dominado (Lebre, Lebre). true TF Em todo jogo finito com informação perfeita, a indução retroativa identifica pelo menos um Equilíbrio Perfeito em Subjogos. true TF No Dilema dos Prisioneiros repetido infinitamente, a cooperação pode ser sustentada como EPS para qualquer valor do fator de desconto \delta \in (0,1). false TF No modelo de barganha de Rubinstein com fatores de desconto simétricos \delta_1 = \delta_2 = \delta, o jogador que propõe primeiro sempre obtém mais do que metade do excedente, para qualquer \delta \in (0,1). true TF O Folk Theorem garante que, em jogos infinitamente repetidos com \delta suficientemente alto, qualquer perfil de payoffs factível e individualmente racional pode ser sustentado como equilíbrio. true TF No Dilema dos Prisioneiros repetido finitamente (com horizonte T conhecido), o único EPS é a repetição do equilíbrio de Nash do jogo de estágio em todos os T períodos, desde que o jogo de estágio tenha equilíbrio de Nash único. true TF A estratégia de equilíbrio simétrico é b(v) = v/2. true TF A receita esperada do leiloeiro é 1/3. true TF No leilão de segundo preço, a receita esperada também é 1/3. true TF Com aversão ao risco dos licitantes, o leilão de primeiro preço gera mais receita que o de segundo. true TF A colusão é mais fácil de sustentar no leilão ascendente (inglês) do que no de envelope fechado. true TF No equilíbrio bayesiano de Nash, cada tipo de cada jogador maximiza seu payoff esperado, condicionando na distribuição dos tipos dos demais e nas estratégias de equilíbrio. true TF No leilão de segundo preço (Vickrey), lançar o valor verdadeiro é estratégia estritamente dominante. false TF O Teorema da Equivalência de Receita implica que a receita de qualquer leilão é sempre a mesma, independentemente do formato. false TF A maldição do vencedor é um fenômeno que ocorre exclusivamente em leilões de valor comum, não em leilões de valor privado. true TF O Princípio da Revelação afirma que, para qualquer mecanismo e qualquer BNE, existe um mecanismo de revelação direta equivalente em que reportar o tipo verdadeiro é equilíbrio. true TF Seleção adversa diz respeito a uma ação não observável. false TF Problemas morais dizem respeito a características não observáveis. false TF Quando empresas de seguros reúnem informações sobre demandantes de seguros, diz-se que elas estão fazendo screening. true TF Certificações de produtos são uma forma de reduzir o "problema dos limões" decorrente de seleção adversa. true TF Seguros com cobertura universal obrigatória podem ser uma forma de prevenir seleção adversa. true TF No modelo de Spence, se o custo de obter educação fosse idêntico para trabalhadores de alta e baixa produtividade, o equilíbrio separador ainda seria sustentável, pois bastaria que o tipo alto investisse mais. false TF O problema do moral hazard surge porque o agente toma ações não observáveis pelo principal após a celebração do contrato; se o esforço fosse observável e verificável, o primeiro melhor seria alcançável com salário fixo. true TF No modelo de Rothschild-Stiglitz, o equilíbrio de mercado competitivo com informação assimétrica é sempre do tipo pooling, em que ambos os tipos recebem o mesmo contrato. false TF O Princípio da Informatividade de Holmström (1979) implica que o contrato ótimo de incentivos deve incluir qualquer variável correlacionada com o esforço do agente, mesmo que essa variável seja um indicador imperfeito. true TF No equilíbrio separador do modelo de sinalização, o custo social da sinalização é zero, pois a informação é revelada e os salários correspondem às produtividades verdadeiras. false TF Se a função de produção for f(K, L) = [K^a + L^a]^{v/a}, com a \leq 1, a \neq 0 e v > 1, ela apresenta retornos crescentes de escala. true TF O coeficiente de elasticidade de substituição \sigma de uma função de produção como f(K, L) = [K^a + L^a]^{v/a}, com a 1, é \sigma = 1/(1-a). true TF Funções de produção com elasticidade de substituição \sigma = 0 possuem isoquantas em formato de L. true TF Se a tecnologia for monotônica, isso significa que não é possível produzir ao menos a mesma quantidade aumentando a quantidade de um dos insumos. false TF Funções de produção do tipo Cobb-Douglas possuem elasticidade de substituição \sigma = 1. true TF Se o produto médio do fator variável é crescente, o seu produto marginal é maior do que o seu produto médio. true TF A produtividade da mão de obra pode aumentar se houver progresso técnico, mesmo que o processo produtivo apresente rendimentos marginais decrescentes. true TF Quando o processo produtivo apresenta retornos constantes de escala, se a produção aumentar proporcionalmente, o espaço entre as isoquantas aumenta progressivamente. false TF Uma isoquanta nunca pode apresentar uma inclinação ascendente, se todos os insumos apresentam produtividades marginais positivas. true TF As isoquantas são convexas se a taxa marginal de substituição técnica for decrescente. true TF A elasticidade de substituição para uma função de produção Q = AL^a K^b é a/b. false TF Uma função de produção do tipo Q = (L^p + K^p)^{1/p}, com p > 0, apresenta no limite uma taxa marginal de substituição igual a -K/L, quando p tende a zero. true TF Quando a função de produção da empresa consegue produzir mais do que antes, com a quantidade de insumos na mesma proporção, diz-se que ela experimentou progresso técnico neutro. true TF Uma função de produção do tipo Q = (L^p + K^p)^{1/p}, com p > 0, no limite tende a uma Cobb-Douglas, quando p tende a zero. true TF Uma função de produção do tipo Q = (L^p + K^p)^{1/p}, com p > 0, apresenta uma elasticidade de substituição infinita, quando p = 1. true TF O produto marginal é zero quando o volume produzido é máximo. true TF O produto médio é decrescente quando o produto marginal é maior do que o produto médio. false TF O produto marginal deve ser igual ao produto médio quando este último é máximo. true TF A lei dos rendimentos marginais decrescentes resulta da queda na qualidade de unidades adicionais do insumo variável. false TF Avanços tecnológicos anulam a operação da lei dos rendimentos marginais decrescentes. false TF Em uma função de produção do tipo Q = Af(K, L), o parâmetro "A" representa o nível de produtividade total dos fatores. true TF Uma empresa emprega 100 trabalhadores e 50 unidades de capital. O preço do trabalho é \15/hora e o do capital é \30/hora. O produto marginal do trabalho é 60 e o produto marginal do capital é 90. A empresa está minimizando seus custos. false TF Se a taxa marginal de substituição técnica de uma empresa não varia ao longo da isoquanta, sendo sempre igual a -1, os insumos são substitutos perfeitos. true TF Custos fixos como proporção importante dos custos totais é uma fonte de retornos crescentes de escala. true TF A presença de "aprender fazendo" (learning by doing) de forma significativa no processo produtivo de uma empresa é uma fonte de retornos crescentes de escala. true TF Seja f(z_1,\ldots,z_m) = \gamma(\delta_1 z_1^{-\rho} + \cdots + \delta_m z_m^{-\rho})^{-\nu/\rho} uma função de produção CES, em que \gamma, \nu, \delta_1,\ldots,\delta_m > 0, \sum_{i=1}^{m} \delta_i = 1 e \rho \geq -1. Então o limite da CES quando a elasticidade de substituição diverge para +\infty é uma função de produção Leontief, independentemente do grau de homogeneidade de f. false TF Seja Q(t) = \gamma(t)K(t)^{\alpha}L(t)^{1-\alpha}, com 0 < \alpha < 1, uma função de produção Cobb-Douglas que varia continuamente no tempo. Suponha que as elasticidades-produto do capital e do trabalho são, respectivamente, 0,5 e 0,5. Se o produto cresce 2% ao ano, o capital cresce 1,8% ao ano e o trabalho cresce 1% ao ano, então o resíduo de Solow é de 0,6% ao ano. true TF Seja Q = \min\{K/2, L\} uma função de produção Leontief. Suponha que L está fixo e defina q = Q/L e k = K/L. Defina \varphi(k) = \min\{k/2, 1\}. Se k \in [0, 2), então a produção é tecnologicamente ineficiente. true TF Considere f(K,L) = (K-L)^2 se K \leq L, e f(K,L) = (K-L)^3 se K > L. Então, ao longo de linhas retas que partem da origem, a taxa técnica de substituição é constante, mas a função não é homotética. true TF Uma firma produz de acordo com dois processos de Leontief: \min\{K/3, L/2\} e \min\{K, L/3\}. Suponha que K = 5 e L = 8. Se o trabalhador adicional custa 70 e o preço da unidade do produto é 210, então não vale a pena contratar o trabalhador adicional. true TF O custo contábil anual da empresa é de \$ 550 mil. true TF O custo econômico anual da empresa é de \$ 780 mil. true TF O lucro econômico anual da empresa é de \$ 100 mil. false TF Sendo racional, o proprietário deve continuar a operar sua empresa, pois o lucro econômico é positivo. true TF O proprietário deveria fechar a sua empresa se tivesse registrado um custo irrecuperável de \$ 300 mil. false TF Quando há níveis discretos do fator fixo, a curva de custo marginal de longo prazo será composta por trechos das curvas de custo marginal de curto prazo associados a cada nível de fator fixo. true TF No caso de uma empresa com duas fábricas, a curva de custo marginal de curto prazo da empresa é a soma vertical das curvas de custo marginal de curto prazo das duas fábricas. false TF A função de custo total quadrática do tipo CT = aq + bq^2 resulta em uma curva de custo marginal linear. true TF Uma função de custo total cúbica do tipo C = aq + bq^2 + cq^3 resulta em curvas de custo médio e marginal em forma de U. true TF Custos quase fixos independem do nível de produção, mas só precisam ser pagos se a empresa produzir uma quantidade positiva de bens. true TF Uma empresa produz mensalmente um bem a partir de capital (K) e trabalho (L) de acordo com dois processos de produção do tipo Leontief (de proporções fixas): o primeiro processo é dado por f_1(K,L) = \min\{K, L/4\} e o segundo processo é dado por f_2(K,L) = \min\{K/5, L\}. Denote por Q a quantidade mensal produzida do bem. O custo de oportunidade do capital é v = 1 e o do trabalho é w = 2. Então, a função custo da empresa é c(Q) = 7Q. true TF Um bem é produzido numa quantidade q a partir de capital (K) e trabalho (L), com os respectivos preços fatoriais denotados por v > 0 e w > 0. Um econometrista estimou a seguinte função de custo do tipo Cobb-Douglas: c(v, w, q) = 2v^{5/8}w^{3/8}. Suponha que v = 1 e w = 256 = 2^8. Então, a demanda fatorial por capital é K = 16. false TF Uma empresa possui função de produção dada por f(K, L) = \sqrt{KL}, em que K denota o capital e L o trabalho. No curto prazo, o capital está fixo em \bar{K} = 4. Suponha que o preço fatorial do capital é v = 1 e que o preço fatorial do trabalho é w = 4. Então, a função de custo de curto prazo é c(q) = 4 + q^2. true TF No curto prazo, se o preço do produto é inferior ao custo médio mínimo, então a firma necessariamente não produzirá. false TF Uma firma tem função de produção f(K, L) = \min\{K + L, 2L\}. Sejam v, w > 0 os custos de oportunidade do capital e do trabalho, respectivamente. Suponha que v < w. O fator trabalho está limitado a um máximo de 10 unidades. Então, a restrição sobre o trabalho só afeta a função custo da firma para níveis de produção acima de 20 unidades de produto. true TF O nível de utilização do insumo que maximiza o nível de produção é x_1 = 33{,}33. true TF O nível de utilização do insumo que maximiza o lucro da firma é x_1 = 19{,}5. false TF O nível de produção economicamente ótimo é q = 28. true TF O lucro máximo (\pi) obtenível pela firma é \pi = R\$\,120{,}00. true TF A produtividade marginal do fator é crescente. false TF O custo contábil anual da empresa é de \$550 mil. true TF O custo econômico anual da empresa é de \$780 mil. true TF O lucro econômico anual da empresa é de \$100 mil. false TF Sendo racional, o proprietário deve continuar a operar sua empresa, pois o lucro econômico é positivo. true TF O proprietário deveria fechar a sua empresa se tivesse registrado um custo irrecuperável de \$300 mil. false TF No equilíbrio de curto prazo de uma indústria competitiva todas as empresas têm de obter lucro zero. false TF No equilíbrio de longo prazo, se não houver barreiras à entrada e à saída, todos os fatores de produção são remunerados a preços de mercado. true TF Sempre que houver barreiras à entrada causadas por um fator fixo, a indústria vai apresentar lucros positivos no longo prazo. false TF Caso haja renda econômica em um setor, ela determinará o preço de equilíbrio do setor. false TF Se não houver barreiras à entrada e à saída, e os custos da indústria forem constantes, a curva de oferta de longo prazo será horizontal, a um preço igual ao custo médio mínimo. true TF Se as curvas de demanda e oferta do mercado forem lineares, sendo p o preço do produto e t um imposto específico, então dp/dt = \eta/(\eta - \varepsilon), em que \eta é a elasticidade preço da oferta e \varepsilon é a elasticidade preço da demanda; true TF No caso de um imposto específico t, o equilíbrio do mercado será diferente se o imposto for cobrado dos vendedores ou dos compradores; false TF Se a elasticidade preço da demanda for 0 (zero) e a elasticidade preço da oferta for 1, o custo do imposto específico recairá totalmente sobre os produtores; false TF O peso morto decorrente da introdução de um imposto específico em um mercado com curvas de oferta e demanda lineares não depende do preço antes da incidência do imposto; true TF Se as curvas de demanda e oferta forem lineares, a receita fiscal do governo compensa a introdução de um imposto específico e gera um peso morto nulo. false TF A função de demanda consistente com o preço e a quantidade antes do embargo é D_1(p) = 116 - 0{,}2p. false TF A função de oferta que é consistente com o equilíbrio antes do embargo é S_1(p) = 60 + 0{,}5p. false TF A função de oferta após o embargo é S_2(p) = 50 + 0{,}25p. true TF Após o embargo, o preço de equilíbrio será de \$120 dólares, e a quantidade de equilíbrio será de 80 milhões de barris/dia. true TF Suponha que, concomitantemente com o embargo, novas tecnologias de energias alternativas sejam incorporadas, reduzindo a demanda global em 20 milhões de barris/dia. Nesse caso, o preço de equilíbrio será menor que o preço antes do embargo e da introdução de novas tecnologias. false TF No equilíbrio de curto prazo de uma indústria competitiva todas as empresas têm de obter lucro zero. false TF No equilíbrio de longo prazo, se não houver barreiras à entrada e à saída, todos os fatores de produção são remunerados a preços de mercado. true TF Sempre que houver barreiras à entrada causadas por um fator fixo, a indústria vai apresentar lucros positivos no longo prazo. false TF Caso haja renda econômica em um setor, ela determinará o preço de equilíbrio do setor. false TF Se não houver barreiras à entrada e à saída, e os custos da indústria forem constantes, a curva de oferta de longo prazo será horizontal, a um preço igual ao custo médio mínimo. true TF O conjunto de alocações factíveis na Caixa de Edgeworth é [0,10] \times [0,10]. true TF A curva de contrato é dada por Y = 10X/(20-X), com 0 \leq X \leq 10. false TF O Equilíbrio de Walras é o par alocação-preço dado por \{(X_A,Y_A),(X_B,Y_B);(p,q)\} = \{(5,5),(5,5);(p,q)\}, com p/q = 1. true TF O Equilíbrio de Walras é Pareto-eficiente. true TF O valor do vetor de excesso de demanda é positivo. false TF Em equilíbrio, p = \$2. false TF A função de bem-estar utilitarista (benthamita) com pesos unitários para os dois agentes assume o valor W = 30. true TF A alocação final não é justa, pois embora eficiente, não é equitativa. false TF É possível atingir via mercados competitivos a alocação eficiente (x_1^A, x_2^A) = (2{,}5;\; 2{,}5), (x_1^B, x_2^B) = (7{,}5;\; 7{,}5) se realocarmos metade da dotação inicial de A, transferindo-a para B. true TF Utilizando a mesma função de bem-estar do item 1, a alocação final descrita no item 3 é socialmente preferível àquela descrita inicialmente. true TF A Lei de Walras afirma que o valor da demanda agregada é zero para todas as escolhas de preços possíveis, e não apenas para os preços de equilíbrio. false TF O pressuposto de que a função de demanda excedente agregada seja uma função contínua não é indispensável à demonstração da existência do equilíbrio nos modelos de equilíbrio geral. false TF Mesmo que as demandas individuais sejam descontínuas, desde que os consumidores sejam pequenos, a função de demanda agregada será contínua. true TF Pelo primeiro teorema do bem-estar, todos os equilíbrios em mercados competitivos serão Pareto-eficientes. true TF Se as preferências não forem convexas, algumas alocações Pareto-eficientes não serão alcançadas por mercados competitivos. true TF Se o custo marginal da empresa em monopólio for constante e igual a \ 10, e a elasticidade-preço da demanda for igual a -2, o preço do produto será \ 20; true TF Quanto menos elástica for a curva de demanda de uma empresa, maior poder de monopólio ela terá; true TF O poder de monopsônio permite à empresa compradora adquirir o produto por um preço inferior ao competitivo; true TF Quanto menos elástica for a curva de oferta, maior será a diferença entre a despesa marginal e a despesa média, e maior será o poder de monopsônio do comprador; true TF Chama-se captura de renda ao processo pelo qual as empresas aplicam recursos produtivos em atividade de lobby para adquirir, manter ou exercer seu poder de monopólio. true TF Uma firma monopolista, que opera com várias fábricas, aloca sua produção entre elas de forma a igualar o custo médio em cada uma das fábricas. false TF Uma firma capaz de discriminação de preços de terceiro grau obtém lucro maior ou igual, em comparação com a situação na qual ela não fosse capaz de discriminar. true TF Uma firma monopolista, que se depara com curva de demanda com elasticidade constante, é indiferente sobre a quantidade produzida. false TF Para obter eficiência econômica, o regulador de um monopólio natural deve escolher a alocação que minimiza o custo médio unitário da firma. false TF Se o monopolista for capaz de realizar discriminação de preços de primeiro grau, a alocação de recursos será eficiente em termos paretianos. true TF Na discriminação de preços de terceiro grau, a receita marginal deve ser igual para os diferentes grupos de consumidores e igual ao custo marginal; true TF Na discriminação de preços de terceiro grau, o preço mais elevado será cobrado dos consumidores com demanda mais elástica; false TF A discriminação de preços intertemporal cobra preços mais elevados dos consumidores mais impacientes, reduzindo o preço mais tarde para incentivar o consumo de massa; true TF A tarifa em duas partes é eficaz quando as demandas dos consumidores são relativamente homogêneas; true TF Quando as demandas são heterogêneas e estão positivamente correlacionadas, a prática do pacote pode ser uma técnica eficaz para a fixação de preços. false TF Considere um duopólio de Cournot em que a demanda é dada por P = 11 - Q, Q = q_1 + q_2, e as funções custo são C_1(q_1) = q_1^2/2 e C_2(q_2) = q_2^2 / 1 (i.e., C_2 = q_2^2). Nesse caso, o equilíbrio de Nash em quantidades é (q_1^, q_2^) = (3{,}2;\; 6) e o preço de mercado é P = 6. true TF Se uma firma possui um índice de Lerner maior do que outra, então necessariamente a primeira opera em um mercado com índice de Herfindahl-Hirschman (HHI) maior do que a segunda. false TF No modelo de Stackelberg com produtos homogêneos e custos marginais constantes e idênticos, a firma seguidora obtém lucro maior do que obteria no equilíbrio de Cournot simultâneo. false TF No equilíbrio de Stackelberg, a curva de iso-lucro do líder é tangente à curva de reação do seguidor. true TF Considere um duopólio de Bertrand repetido infinitamente, com P = 100 - Q e custo marginal c = 0. Se as firmas usam uma estratégia de gatilho (grim trigger) para sustentar o preço de monopólio, o fator de desconto mínimo para que a colusão seja sustentável é \delta = 0{,}25. false TF Se q_2 = 3, a melhor resposta da firma 1 é q_1 = 6. true TF Se q_1 = 6, a melhor resposta da firma 2 é q_2 = 3. false TF O equilíbrio de Cournot-Nash é (q_1^, q_2^) = (5, 5) e o preço de equilíbrio é P^* = 10. true TF No equilíbrio, o índice de Lerner da firma 2 é 1/4. false TF O índice de Lerner da indústria, medido pela média ponderada (pelas participações de mercado) dos índices individuais, é 1/2. true TF No modelo de demanda quebrada (kinked demand), se houver um aumento no custo marginal da firma, haverá necessariamente um aumento no preço cobrado pela firma. false TF A sinalização de preços (price signaling) por uma firma líder em um oligopólio exige necessariamente um acordo explícito entre as firmas. false TF A liderança de preços pode funcionar como mecanismo para que firmas oligopolistas superem o dilema dos prisioneiros. true TF Em um duopólio de Cournot simétrico, o lucro de cada firma no equilíbrio de Nash é maior do que o lucro que cada firma obteria em um cartel (colusão perfeita) com divisão igualitária da produção. false TF No modelo de concorrência monopolística, a livre entrada e saída de firmas implica que, no equilíbrio de longo prazo, cada firma opera com lucro econômico zero. true TF Se João está trabalhando um número de horas por dia tal que a utilidade marginal da renda é 4 e a utilidade marginal do lazer é 2, sendo que a taxa de salário é 2, então João está maximizando a sua utilidade. false TF A curva de oferta de trabalho de João é construída subtraindo de 24 (o número de horas de um dia) a demanda por lazer, para cada taxa de salário. true TF O efeito substituição tem de ser negativo: um aumento na taxa de salário leva João a escolher um número menor de horas de lazer e um número maior de horas de trabalho. true TF Se lazer é um bem normal para João, o efeito substituição e o efeito renda atuam em direções opostas. O efeito que vai predominar dependerá do tamanho relativo dos dois efeitos. true TF Se João considerar lazer como um bem inferior, o seu efeito substituição e o seu efeito renda atuam na mesma direção, de tal forma que uma elevação no salário reduzirá suas horas de lazer. true TF A demanda de um setor por determinado insumo é a soma horizontal das demandas desse insumo por todas as empresas do setor. false TF A curva de oferta de trabalho pode apresentar um trecho com inclinação negativa se o efeito-renda associado a uma remuneração mais elevada for maior que o efeito-substituição. true TF Quando o comprador de um insumo tem poder de monopsônio, a curva de despesa marginal se situa abaixo da curva de despesa média. false TF Para um monopolista o produto da receita marginal será sempre menor do que o valor do produto marginal. true TF Se um monopolista upstream vender um fator de produção para um monopolista downstream, o preço final do produto será afetado por um mark-up duplo. true TF Em equilíbrio, o lucro da firma será \$15. false TF Em equilíbrio, P = \$10. false TF O consumidor escolhe quatro unidades de comida. true TF A renda nominal do consumidor, composta do valor da dotação de tempo mais o lucro da firma, é igual a \$40. true TF Se P cair pela metade do valor de equilíbrio, haverá excesso de oferta de trabalho, mas a somatória dos valores dos excessos de demanda pelos dois bens será nula. true TF A análise do valor presente líquido incorpora o valor presente com taxa de desconto tanto dos custos quanto dos benefícios de um investimento. true TF O prazo de retorno também proporciona um modo de determinar os benefícios líquidos de um investimento. true TF O prazo de retorno desconta fluxos futuros de dinheiro, assim como a análise do valor presente líquido. false TF O valor da opção de espera de um investimento é o incentivo que o risco cria para adiar a decisão de investir e coletar informação. true TF Um indivíduo avesso ao risco ganha mais utilidade a partir de uma determinada quantidade de renda, do que a partir de uma quantidade equivalente em valor esperado decorrente de uma renda incerta. true TF Seja u(W) = -e^{-\beta W} uma utilidade von Neumann-Morgenstern, em que \beta > 0 é uma constante e W é a riqueza. Então \beta denota a medida de aversão relativa ao risco. false TF Suponha que uma carteira de ativos arriscados possui retorno esperado r_e = 21\% e variância \sigma^2 = 0{,}09. O ativo sem risco oferece um retorno r_f = 3\%. Então, de acordo com o modelo média-variância, o preço do risco da carteira é p = 2. false TF Suponha que o retorno de mercado é r_m = 12\% e a taxa de retorno do ativo sem risco é r_f = 8\%. A variância da carteira eficiente é \sigma_e^2 = 0{,}01 e a covariância entre o retorno de um ativo A e a carteira eficiente é \sigma_{A,e} = 0{,}5. De acordo com o modelo CAPM, se o valor esperado do ativo A é \64, então o preço do ativo A é \50. false TF De acordo com o modelo média-variância, se a taxa marginal de substituição (TMS) entre retorno esperado da carteira e seu desvio-padrão é TMS = 0{,}3, se a variância do retorno da carteira é \sigma_m^2 = 0{,}04 e a taxa de retorno do ativo sem risco é r_f = 12\%, então o retorno esperado da carteira é r_m = 18\%. true TF Um indivíduo possui utilidade von Neumann-Morgenstern u(x) = \sqrt{x} e possui riqueza W = \100. Ele está sujeito a uma perda monetária aleatória X, com distribuição uniforme contínua no intervalo [0, 100]. Se ao indivíduo for oferecido, ao preço de G = \55, um seguro total contra essa perda aleatória, então ele comprará o seguro. true TF No modelo de Fisher com dois períodos, se a taxa de juros real aumenta e o consumidor é poupador líquido, o efeito sobre o consumo no período 1 é inequivocamente negativo (o consumidor sempre consome menos no período 1). false TF A equação de Euler do consumo u'(C_1) = \beta(1+r)u'(C_2) implica que, quando a taxa de juros excede a taxa de desconto subjetiva (r > \rho), o consumo ótimo é crescente ao longo do tempo. true TF O custo de uso do capital de Jorgenson, c_K = p_K(r + \delta), é crescente na taxa de depreciação e crescente na taxa de juros real. true TF Segundo a regra de Hotelling, se a taxa de juros real de uma economia aumenta, a velocidade de extração de recursos exauríveis diminui, pois o futuro se torna mais valioso. false TF O Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR) sempre concordam na ordenação de projetos de investimento mutuamente exclusivos. false TF Pela equação de Fisher, se a taxa de juros nominal é 15% e a inflação é 10%, a taxa de juros real é exatamente 5%. false TF Se o VPL de um projeto é zero, isso significa que o projeto não gera nenhum lucro contábil. false TF A TIR de um projeto com fluxos de caixa convencionais (investimento inicial negativo seguido de fluxos positivos) é única. true TF No modelo CAPM, o risco idiossincrático (específico da firma) é remunerado pelo mercado, pois afeta o retorno do investidor. false TF A fórmula da perpetuidade VP = F/r implica que uma redução da taxa de juros de 10% para 5% duplica o valor presente de um fluxo perpétuo constante. true TF Seleção adversa diz respeito a uma ação não observável. false TF Problemas morais dizem respeito a características não observáveis. false TF Quando empresas de seguros reúnem informações sobre demandantes de seguros, diz-se que elas estão fazendo screening. true TF Certificações de produtos são uma forma de reduzir o "problema dos limões" decorrente de seleção adversa. true TF Seguros com cobertura universal obrigatória podem ser uma forma de prevenir seleção adversa. true TF O leilão holandês e o leilão de Vickrey geram resultados Pareto-eficientes. true TF O leilão inglês com preço de reserva igual a zero não gera resultados eficientes de Pareto. false TF Os resultados do leilão de lance fechado são Pareto-eficientes, mesmo que as crenças de cada participante acerca das avaliações dos demais estejam incorretas. false TF Declarar o verdadeiro valor é a estratégia ótima de cada participante no leilão de Vickrey. true TF Em um leilão de valor comum, em que os participantes têm estimativas diferentes deste valor, a estratégia ótima é oferecer um lance menor do que o valor estimado, que deverá ser tão mais baixo quanto maior for o número de participantes. true TF Quando uma atividade produz externalidades positivas, o nível eficiente de produção é alcançado quando o benefício marginal social é igual ao custo marginal da atividade. true TF Quando o governo possui informações limitadas sobre os custos e os benefícios resultantes da redução da emissão de um poluente, e quando a curva de custo marginal social for muito inclinada e a curva de custo marginal da redução é plana, a imposição de um limite legal à quantidade de poluente que pode ser emitido é preferível a uma taxa sobre a emissão. true TF Se as empresas poluidoras possuem processos produtivos diferentes e diferentes custos de redução de emissões, taxas sobre a quantidade de poluente emitida podem ser preferíveis à imposição de um limite. true TF Externalidades de difusão não geram falhas de mercado. false TF Mesmo que não haja intervenção governamental para a reciclagem do lixo, alguma reciclagem poderá ocorrer se os preços dos materiais novos forem muito elevados em relação ao material reciclado. true TF Recursos comuns são bens rivais, mas não excludentes. true TF Bens de clube são não rivais, e excludentes. true TF Como o bem público é não rival, para determinar o seu valor temos de somar os benefícios marginais de todas as pessoas que o consomem. true TF Uma solução para o problema do carona em bens públicos é financiá-los por meio de tributos. true TF Pode acontecer que um bem público que oferece enorme benefício total a um grupo acabe por não ser fornecido, se o tamanho do seu grupo potencial for grande a ponto de o benefício médio individual ser tão pequeno que não supere o problema do carona. true TF Considere dois agentes, 1 e 2, em uma economia com um bem público e um bem privado. O agente 1 possui utilidade U_1(G, x_1) = 4\ln(G) + x_1 sobre a quantidade G do bem público e a quantidade x_1 do bem privado. Para o agente 2, U_2(G, x_2) = 6\ln(G) + x_2. Suas rendas são, respectivamente, w_1 = 4 e w_2 = 6. Seja g_i a contribuição do agente i = 1, 2 para a produção do bem público e suponha que a função de produção desse bem é G = g_1 + g_2. Se \tau_1^ e \tau_2^ denotam as taxas de Lindahl do agente 1 e do agente 2, respectivamente, então \tau_1^ = 2/5 e \tau_2^ = 3/5. true TF A firma A vende seu produto em um mercado competitivo, no qual a curva de demanda é dada por p(x) = 120 - x. A função de custo privado é c(x) = 40x. Entretanto, a produção de x unidades do bem gera uma externalidade negativa para a firma B de acordo com a função e(x) = x^2. Então o imposto pigouviano que induz a produção da quantidade socialmente eficiente é de \$ 40. false TF Suponha que os direitos de propriedade estão bem definidos e que os custos de transação são nulos. Nessas condições, segundo o Teorema de Coase, a negociação privada entre duas firmas envolvidas em uma situação de externalidades levará à alocação socialmente eficiente, desde que os direitos de propriedade estejam alocados em favor do agente que sofre a externalidade. false TF Suponha que o sindicato dos caminhoneiros de um país dispende recursos para fazer lobby no parlamento e assim implementar escolhas políticas de modo a capturar rendas mediante o subsídio ao preço do diesel. Então o sindicato exerce rent-seeking. true TF A regra de votação majoritária pode apresentar o paradoxo do voto, mas se as preferências são de pico-único, então a regra de votação majoritária aplicada a questões públicas mensuradas monetariamente (unidimensionais) resultará em políticas preferidas pelo eleitor mediano. true